Central de atendimento: (42) 3522-2794 (42) 99937-8377
29/01/2021

Taxa de desemprego fica em 14,1% e desocupados chegam a 14 milhões de brasileiros

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.517 no trimestre móvel até novembro
 
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 14,1% no trimestre móvel encerrado em novembro de 2020, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mensal divulgados na manhã desta quinta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual trimestre móvel de 2019, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 11,2%. No trimestre móvel encerrado em outubro, a taxa de desocupação ficou em 14,3%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.517 no trimestre móvel até novembro. O resultado representa alta de 4,0% em relação a igual trimestre móvel de 2019. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 210 bilhões no trimestre móvel encerrado em novembro, queda de 5,9% ante igual período de 2019.

Desocupação
A população desocupada somou 14,023 milhões de brasileiros no trimestre até novembro.  Em termos absolutos, o contingente de desempregados segue próximo do recorde, de 14,105 milhões, registrado no início de 2017, fundo do poço da recessão de 2014 a 2016.

Na comparação com o trimestre móvel imediatamente anterior, o contingente de desocupados cresceu 1,7%, com 229 mil brasileiros a mais no desemprego, variação que é tratada como estabilidade pelo IBGE. Ante um ano atrás, a alta foi de 18,2%, com 2,160 milhões de desocupados a mais.

A manutenção da desocupação em níveis elevados ocorre após sucessivos aumentos trimestre a trimestre. Os aumentos vêm se dando porque grande parte dos trabalhadores que perderam seus trabalhos, ou seja, saíram da população ocupada em meio a crise causada pela covid-19, foram para fora da força de trabalho. Por causa das medidas de isolamento social para conter a pandemia, muitos que perderam suas ocupações, tanto formais quanto informais, ficaram em casa e evitaram procurar novas vagas.

Pela metodologia internacional das estatísticas de mercado de trabalho, seguida pelo IBGE, só é considerado desocupada a pessoa que tomou alguma atitude para buscar ativamente um trabalho.

Assim, conforme as medidas de isolamento foram sendo flexibilizadas, ao longo do terceiro trimestre, a partir de junho, mais trabalhadores voltaram, aos poucos, a procurar trabalho. Aqueles que não encontraram foram considerados desocupados. (Fonte: Estadão)