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12/03/2021

Mulheres, negros e nordestinos: as maiores vítimas do desemprego na pandemia

Segundo o IBGE, desocupação bateu recorde em 20 estados em 2020, e há grandes disparidades raciais, de gênero e regionais

Em 2020, ano marcado pela chegada e ampla disseminação do novo coronavírus no Brasil, o mercado de trabalho sofreu retração histórica, levando o país a um recorde de desemprego . Ao todo, 20 estados viram o índice que mede a desocupação subir a níveis nunca vistos na série da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , e as maiores vítimas do desemprego, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (10), são mulheres e negros, e a região mais afetada é o Nordeste.

A taxa média geral de desemprego no Brasil em 2020 foi de 13,5%. Entre as mulheres, o dado sobe a 16,4% (contra 11,9% entre os homens); entre os negros, atinge 17,2% (contra 15,8% dos que se dizem pardos e 11,5% entre os que se declaram brancos); e, na região Nordeste, há os três únicos estados em que a taxa supera os 18% - Bahia (19,8%), Alagoas (18,6%) e Sergipe (18,4%).

Santa Catarina (6,1%), Rio Grande do Sul (9,1%) e Paraná (9,4%) tiveram os menores índices de desemprego em todo o Brasil. A região Sul foi a menos afetada. No sudeste, o Rio de Janeiro se destaca negativamente, com a quarta taxa mais alta do País, 17,4%. Em São Paulo, os desempregados eram 13,9% ao final de 2020.

Ao todo, o Brasil tinha 13,9 milhões de desempregados em 2020, dos quais 7,3 milhões eram mulheres; 6,9 milhões se declaravam pardas e 1,66 milhões pretas.

Idade e escolaridade

Os mais jovens e com menos estudo foram os mais afetados pelo desemprego no ano marcado pela pandemia. Entre os que estavam sem emprego:

Mulheres ganham menos do que os homens
No 4º e último trimestre de 2020, o rendimento mensal médio de todos os trabalhos no Brasil foi de R$ 2.398, média que sobe para R$ 2.654 entre os homens e cai para R$ 2.062 no caso das mulheres. De acordo com o IBGE, portanto, as mulheres recebiam 14% abaixo da média nacional e 22,3% menos que os homens. (Fonte: Brasil Econômico iG)