Resultado é o menor para o período desde 2023; em 12 meses, saldo é de 1,2 milhão de postos (Por Flávia Said (Broadcast))Resumo Entre janeiro e março de 2026, o Brasil gerou 613.373 novos empregos formais, 9,1% a menos que no mesmo período de 2025. Este é o menor saldo para o primeiro trimestre desde 2023. O setor de serviços liderou com 382.229 vagas, enquanto o comércio perdeu 19.525 postos. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu a queda à alta dos juros. Nos últimos 12 meses, o saldo foi de 1.211.455 vagas, inferior ao período anterior. Desde 2023, foram criados 7,2 milhões de empregos formais no país.
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De janeiro a março de 2026, foram gerados 613.373 novos postos de trabalho no País, valor 9,1% menor que o resultado do mesmo período de 2025, quando o saldo acumulado foi de 675.119. É o menor saldo de empregos formais para o primeiro trimestre de um ano desde 2023, quando o saldo foi de 537.605.
Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
No acumulado do ano, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O único setor que registrou saldo negativo foi o comércio, que fechou 19.525 postos formais de trabalho.
O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de serviços, com saldo de 382.229 postos formais de trabalho. A construção gerou 120.547 postos formais de trabalho, a indústria apresentou saldo de 115.310 postos e a agropecuária teve saldo positivo de 14.752 postos.
No acumulado dos últimos 12 meses (de abril de 2025 a março de 2026), o saldo é de 1.211.455 vagas, menor que o do período de abril de 2024 a março de 2025, quando o saldo era de 1.627.326.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse nesta quarta-feira que foram gerados 7,2 milhões de empregos formais no País de janeiro de 2023 até o primeiro trimestre de 2026.
Segundo a subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, Paula Montagner, do total acumulado, 5.021.186 são celetistas do Caged e 2.162.339 são vagas no setor público.
Marinho explicou que, no ano passado, fevereiro teve a maior geração de empregos que o mesmo mês de outros anos recentes porque em 2025 o Carnaval foi em março. Ele usou esse argumento também para explicar a diferença entre o saldo de empregos em março de 2026 (228.208) e o de março de 2025 (79.994), já que março deste ano teve mais dias úteis.
O ministro ainda sustentou que em 2026 a geração de empregos no País entrou em decréscimo, em razão dos juros muito altos, o que interfere no ritmo do primeiro trimestre do ano. (Fonte: Estadão)
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