Fenae acusa presidente da Caixa de usar banco para promoção política
Federação afirmou que Pedro Guimarães usou a contratação de PCD's como conquista do banco, mas lembrou que chamada aconteceu após decisão da Justiça do TrabalhoA Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) emitiu um comunicado em que acusa o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, de usar o banco como promoção política para o presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a Fenae, o governo montou um evento no Palácio do Planalto para promover a contratação de Pessoas com Deficiência (PCDs) aprovadas em concurso da estatal em 2021, sendo que a medida é uma determinação imposta por lei.
Durante a entrega de crachás, realizado em fevereiro, Pedro Guimarães chegou a dizer que estavam fazendo "o maior chamamento de PCDs da história do Brasil, da América do Sul, da América Latina, do Hemisfério Sul e que eu saiba do mundo". Guimarães, no entanto, teria omitido que a contratação era obrigatória para atingir os 5% de trabalhadores com deficiência.
Segundo a Fenae, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10ª Região determinou, em abril de 2019, a contratação imediata de PCDs aprovados no concurso de 2014. Após não conseguir atingir a porcentagem obrigatória, a estatal realizou outro concurso, no fim de 2021, para a contratação de pouco mais de 900 funcionários com deficiência.
"Esses discursos de Pedro Guimarães não são novidades. Desde quando o banco se viu obrigado pela Justiça a contratar PCDs do concurso de 2014, Guimarães usa a decisão judicial para se promover e promover esse governo. O fato é que as contratações aconteceram só depois de muita mobilização da Fenae e de outras entidades representativas dos trabalhadores da Caixa", afirma o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
Takemoto ainda ressalta preocupação quanto a reiteradas demonstrações de uso político da Caixa Econômica Federal.
"É lamentável constatar o uso eleitoreiro do banco, que é do país e está a serviço dos brasileiros", acrescenta o presidente da Fenae.
A reportagem procurou a Caixa Econômica Federal que negou a promoção política em torno da contratação de pessoas com deficiência e ressaltou ter cumprido o que determina a lei. Em nota, a estatal afirmou ter dado exemplo inédito de inclusão ao dar publicidade as contratações.
Déficit de bancários na Caixa
Um estudo feito pela federação mostra que a Caixa Econômica Federal apresenta déficit de 17 mil bancários e seria necessário novos concursos para suprir as demandas. Em fevereiro, a Fenae protocolou um recurso para obrigar a contratação de outros aprovados no concurso público feito pela estatal em 2014. O processo segue em andamento no Tribunal Superior do Trabalho. (Fonte: Brasil Econômico)
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