Estresse no trabalho conecta funcionários e desafia empresas a investir em cuidado

14/01/2022
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Salário baixo e longas jornadas desmotivam trabalhadores na linha de frente e geram ambiente estressante, aponta relatório da Microsoft; soluções vão além e envolvem melhores tecnologias à disposição (Por Marina Dayrell) - foto Paulinho Costa feebpr -

A pandemia e os desdobramentos dela no mercado de trabalho ainda têm preocupado os trabalhadores ao redor do mundo. Segundo a pesquisa Índice de Tendências de Trabalho, realizada pela Microsoft, com 9.600 funcionários da linha de frente de oito países (Austrália, Brasil, Alemanha, Índia, Japão, México, Estados Unidos e Reino Unido), 76% deles afirmam que se sentem mais ligados aos colegas de trabalho devido ao estresse compartilhado nos últimos dois anos.

No caso do Brasil, o estresse tem sido causado principalmente pelos baixos salários (55%), pelo grande volume de trabalho (51%), pelas longas jornadas (42%) e pelo medo de perder o emprego (34%). O levantamento considerou como trabalhador da linha de frente qualquer função que não foi para o home office durante a crise sanitária.

Entre os brasileiros, 54% dos entrevistados acreditam que as empresas poderiam fazer mais pela saúde física e mental dos funcionários. Para diminuir o estresse, 80% acreditam que um aumento no salário seria a melhor opção, uma motivação também para aqueles que pretendem buscar uma nova oportunidade em 2022. Já para 63%, parte da solução vem da empresa disponibilizar uma melhor tecnologia para o trabalho, enquanto 57% acreditam que folgas remuneradas são a resposta.

A preocupação financeira se reflete também nas razões para procurar um novo emprego. Os três motivos mais apontados pelos brasileiros são: ganhar mais dinheiro, ter melhores benefícios e um melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Falta de comunicação e tecnologia
A pesquisa também investigou como é a comunicação entre as organizações e os entrevistados. Se, por um lado, os funcionários sentem-se mais ligados aos colegas de trabalho, por outro, a conexão com a liderança ainda é fraca: 34% dos brasileiros respondentes sentem que suas vozes não são ouvidas quando comunicam problemas de trabalho. Essa percepção também foi descrita no relatório da Microsoft divulgado no ano passado.

Eles também não estão satisfeitos com o lado inverso da comunicação: 59% dos funcionários da linha de frente disseram que as mensagens da liderança não chegam até eles. A insatisfação atinge igualmente 56% daqueles que possuem cargos gerenciais na linha de frente.

O levantamento faz parte do lançamento, pela Microsoft, de uma série de equipamentos de software e hardware para a comunicação no ambiente de trabalho, como uma ferramenta de gestão e comunicação. Pensando nisso, a pesquisa também tentou entender a relação dos funcionários da linha de frente com a tecnologia.  Entre os brasileiros, 30% afirmaram ter medo de perder o emprego caso não se adaptem a uma nova tecnologia - a média global é de 46%. Os dados também mostram que, enquanto profissionais acima dos 41 anos têm mais dificuldade para aprender novas tecnologias, os mais jovens sentem-se frustrados quando as ferramentas tecnológicas de trabalho são inadequadas. Entre os respondentes, 60% tiveram de aprender a mexer em novas ferramentas sem nenhum treinamento, o que coloca o País apenas atrás do Japão, onde o porcentual é de 66%. (Fonte: Estadão)

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