Desemprego cai para 5,8% em abril, menor nível da história para o período

29/05/2026
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Depois de fechar o primeiro trimestre em leve alta, a taxa de desemprego no Brasil voltou a cair e fechou o trimestre até abril em 5,8%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O percentual representa o menor patamar de toda a série histórica da pesquisa, divulgada desde 2012, para o período. - foto Paulinho Costa feebpr -
Resumo
  - A taxa de desemprego no Brasil caiu a 5,8% no trimestre até abril, menor nível da série do IBGE para o período, após leve alta no 1º trimestre.
  - A Pnad Contínua apontou recuo ante março (6,1%), mas o índice ficou acima do fim do ano passado (5,1%); 6,32 milhões buscavam trabalho.
  - Adriana Beringuy, do IBGE, atribuiu a alta vista até janeiro à sazonalidade, com comércio e serviços pessoais sem reter parte dos contratados no fim de 2025.

Como ficou o desemprego
Desemprego afetou 5,8% dos brasileiros no trimestre até abril. O resultado apurado pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) é levemente inferior à taxa do período encerrado em março (6,1%). Ainda assim, a taxa permanece acima do nível alcançado ao final do ano passado (5,1%).

Percentual representa a mínima histórica para o período. Com o leve recuo, o volume de desocupados é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (6,6%) e, consequentemente, o mais baixo de toda a série do indicador, iniciada em 2012, para o trimestre entre fevereiro e abril.

Cerca de 6,32 milhões de brasileiros procuram emprego. O total dos que buscam uma colocação sem sucesso também representa um aumento em relação ao menor patamar da série histórica, registrado no trimestre finalizado em dezembro de 2025 (5,5 milhões). Em abril do ano passado, 7,13 milhões buscavam uma colocação profissional no mercado de trabalho.

Taxas aumentaram ante o período encerrado em janeiro. Na comparação em relação ao trimestre móvel imediatamente anterior, o índice de desocupação subiu 0,4 ponto percentual com a inclusão de 471 mil novos profissionais na busca sem sucesso por emprego. O aumento é justificado pela sazonalidade do início de cada ano.

"O aumento da desocupação nesse trimestre móvel decorre essencialmente de comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retêm parcela de seus trabalhadores."
Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad

O que é a Pnad Contínua
Divulgado desde 2012, o estudo do IBGE abrange todo o território nacional. Em suas coletas, a pesquisa avalia indicadores relacionados à força de trabalho entre a população com 14 anos ou mais. O grupo é aquele que integra a população economicamente ativa do Brasil.

Indicadores utilizam as informações dos últimos três meses para a pesquisa. Assim, os dados produzidos mensalmente pela Pnad não refletem a situação de cada mês, mas o desempenho de cada trimestre móvel do ano. Os números atuais mostram como foi o mercado de trabalho nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2025.

Taxa de desemprego é formada por quem está procurando uma colocação. O grupo é caracterizado por pessoas de dentro da força de trabalho que não estão trabalhando, mas estão disponíveis e tentam encontrar ocupação. O método utilizado pelo IBGE exclui do cálculo todos que estão fora da força de trabalho, como um estudante universitário que dedica seu tempo somente aos estudos ou uma dona de casa que não trabalha fora. (Fonte: UOL)

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