Após sucesso do PIX, Banco Central prepara novidade que deve extinguir o cartão de crédito no Brasil

15/08/2022
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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, informou algumas novidades importantíssimas que poderão extinguir a utilização do cartão de crédito no Brasil.

De acordo com o executivo, as possibilidades de inutilização dos cartões são grandes, devido ao enorme avanço do sistema de open finance, após o sucesso da ferramenta PIX.

O mecanismo nada mais é que uma acessibilidade para os brasileiros compartilharem voluntariamente os dados empresariais, bancários, financeiros e comerciais em várias instituições.

Com o open finance, é possível que várias empresas e bancos ofereçam empréstimos com taxa de juros menores e melhores condições de investimentos, facilitando ainda mais para o consumidor.

O discurso do presidente ocorreu durante uma palestra no evento “A regulamentação das criptomoedas no Brasil e no mundo”, promovida pelo Escritório Figueiredo & Velloso Advogados Associados, na última sexta-feira (12).

Campos Neto explicou sobre estar realizando um amplo debate com outros bancos centrais sobre a criação de moedas digitais.

A preocupação é que, se cada país seguir por um modelo diferente de CBDC, os arranjos de pagamentos internacionais com esses ativos serão pouco eficientes.

Vantagem própria
O presidente do Banco Central salientou que outros BCs estão estudando criar uma Moeda Digital Emitida pelo Banco Central (CBDC – sigla, em inglês) apenas como meio de pagamento.

“Como já temos o PIX, não precisaríamos. No nosso caso, entendemos que a moeda digital emitida pelo BC será um fomento de novos negócios, com contratos inteligentes, internet das coisas”, destacou.

“Estamos trilhando um caminho diferente do mundo. O modelo de CBDC brasileiro tem vantagens sobre outras experiências internacionais e traz vantagens para os bancos”, posicionou.

Outra preocupação do Banco Central
Campos Neto reforçou durante a fala que se preocupa com a concentração de custos e transações no mercado de criptoativos.

“O que precisamos fazer é ter certeza que os criptoativos têm transparência na forma como são negociados, criados e transacionados. Esse é o caminho que queremos seguir. Se você vai comprar um criptoativo que é uma mistura de outros dois, o algoritmo precisa ser aberto e o lastro transparente”, disse. (Fonte: Portal6)

Notícias Feeb/PR

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