Banco do Brasil foi denunciado por possível violação da Lei das Estatais (Por Zeca Ferreira)O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação preliminar para apurar possíveis irregularidades pelo Banco do Brasil na contratação de uma ex-diretora jurídica para atuar como assessora jurídica especial da presidência.
O jornal Valor Econômico revelou que, desde agosto, Lucinéia Possar, que ocupou a Diretoria Jurídica do BB de 2017 a 2025, exerce o cargo de consultora jurídica da presidência.
A decisão de investigar o caso é do ministro Augusto Nardes, em despacho assinado em 28 de janeiro. O processo começou com uma denúncia anônima sobre indícios de falhas na governança da estatal. A denúncia afirma que Possar foi contratada logo após deixar o cargo de diretora. A suspeita é que o posto tenha sido criado especificamente para acomodá-la.
O relato também aponta indícios de tentativa de contornar a quarentena, que administradores de empresas estatais precisam cumprir. Há ainda suspeitas de pagamento indevido de indenização compensatória prevista no Programa de Assistência ao Empregado Desligado (PAET).
A representação menciona possíveis falhas na segregação de funções, criação de uma estrutura paralela de poder e irregularidades remuneratórias. Também cita potenciais problemas nos mecanismos de governança corporativa, compliance e controles internos exigidos pela Lei das Estatais.
Em análise preliminar, a Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros (AudBancos) do TCU concluiu que a representação atende aos requisitos formais para ser recebida como denúncia.
Com base nessa avaliação, Nardes determinou a abertura de diligência para aprofundar a apuração. O Banco do Brasil terá 15 dias para enviar informações e os documentos solicitados pela equipe técnica do TCU.
Procurado, o Banco do Brasil não respondeu. (Fonte: O Bastidor)
Leia a decisão do TCU: