Alta inflação deve permanecer por um bom tempo. Entenda os motivos!

05/08/2022
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A alta inflação não é um cenário exclusivo do Brasil. Países ricos também enfrentam esse problema que deve perdurar. Saiba mais. (Por Rafaela Medolago)

A inflação crescente tem assustado os consumidores brasileiros em diversos setores. No supermercado, nos postos de combustíveis, no açougue. No acumulado de 12 meses, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação no país, ultrapassa os 10%. Esse cenário não se restringe ao Brasil.

Países como Estados Unidos, Alemanha e França também encaram os mesmos problemas nesse sentido em meio a alta dos juros. Economistas afirmam que nos próximos anos é provável uma diminuição da taxa, porém, o índice deve se estabilizar em altos patamares.

Pandemia desestabilizou a economia mundial
A alta inflação global pode ser explicada pela pandemia de Covid-19 que desestabilizou até mesmo os países mais ricos. O transporte de mercadoria e o fornecimento de insumos foram altamente prejudicados pela crise sanitária.

Além disso, com a Guerra na Ucrânia, o cenário apresentou piora com a alta demanda por alimentos e a crise dos combustíveis.
 
Uma das formas encontradas para amenizar os impactos na população, foi a criação de programas de distribuição de renda. No Brasil, por exemplo, foi pago o Auxílio Emergencial às famílias de baixa renda.

Alta inflação é novidade para alguns países

A inflação alta não é novidade para o Brasil. Desde a criação do Plano Real, em quatro momentos históricos o país enfrentou uma taxa acima dos 10%. Durante o governo Sarney, a inflação chegou a 1.972%. Isso não aconteceu em outros países.

Alemanha, Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido não têm o mesmo histórico durante o mesmo período. A taxa inflacionária de dois dígitos só apareceu recentemente nesses lugares.

Maiores inflações do mundo
Em um ranking realizado pela Austin Rating, agência brasileira, o Brasil aparece em 4ª posição dentre as maiores inflações do mundo. Veja a lista completa.

Turquia: 73,5%;
Argentina: 58%;
Rússia: 17,1%;
Brasil: 11,7%;
Reino Unido: 9%;
Holanda: 8,8%;
Espanha: 8,7%;
Estados Unidos: 8,6%;
Alemanha: 7,9%;
Índia: 7,8%.


Na 23ª posição, último lugar do ranking, está a China com inflação de 2,1%. Os dados são referentes ao acumulado até maio de 2022. (Fonte: Seu Crédito Digital)

Notícias Feeb/PR

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