Câmara quer ouvir Guedes e presidentes do BB e Caixa sobre saída dos dois bancos da Febraban

01/09/2021
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Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, deputado Aureo Ribeiro, disse que vai apresentar requerimento (Por Julia Affonso) 

O presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), disse neste domingo, 29, que vai apresentar um requerimento para ouvir o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e o presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro.

O deputado quer entender a decisão dos bancos de deixar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). “Quando você politiza essa questão dos bancos, é muito triste, a gente começa a ficar preocupado. Quero entender, de fato, o que está acontecendo, não dá para a gente ficar nessa economia ideológica”, afirmou Aureo Ribeiro.

O requerimento será apresentado nesta segunda-feira como prioridade, segundo o parlamentar. A ideia é que o convite seja aprovado ainda nesta semana e uma audiência única com os três seja marcada dentro de 15 dias.

Convites. O Banco do Brasil e a Caixa resolveram deixar a Febraban e já avisaram a decisão a Paulo Guedes, e ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, conforme apurou o Estadão/Broadcast. Paulo Guedes e os presidentes do BB e da Caixa serão convidados a comparecerem à Câmara. O presidente da Comissão afirma que, se o ministro da Economia faltar, ele será convocado.

Desta forma, Guedes seria obrigado a ir à Câmara prestar os esclarecimentos. Pedro Guimarães e Fausto Ribeiro não podem ser convocados, apenas convidados.

BB e Caixa teriam encaminhado nota à Febraban, comunicando a saída da entidade caso o manifesto seja publicado. No governo, quem liderou o movimento de ruptura dos bancos públicos com a Febraban foi o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que mantém grande proximidade com Bolsonaro.

A relação dos bancos públicos com os privados já estava ruim na Febraban, ao ponto de uma associação nacional dos bancos públicos estar sendo cogitada. (Fonte: Estadão)

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